terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Anatel poderá regular internet no País

Agência deve se antecipar à Câmara e definir regras sobre a neutralidade da rede, o ponto mais polêmico do Projeto de Lei BRASÍLIA – Enquanto a Câmara dos Deputados não chega a um consenso sobre o Marco Civil da Internet, que fixa princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da rede no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pode sair na frente e regulamentar a neutralidade da rede, o ponto mais polêmico do Projeto de Lei. Enviada ao Congresso pelo Executivo em 2011, a votação da matéria já foi cancelada seis vezes e deve continuar na gaveta até 2013. —- • Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook, no Google+, no Tumblr e também no Instagram A controversa neutralidade obriga provedores de conexão a tratar de forma isonômica os usuários, sem diferenciar a velocidade pelo conteúdo acessado. Significa, basicamente, que todas as informações que trafegam na internet devem ser tratadas da mesma forma, sem favorecimento por qualquer motivo. Esse item é abordado no novo regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia da Anatel, que deve ser votado pelo órgão regulador até meados de 2013. “O regulamento não pode ficar esperando a tramitação no Congresso, até porque não vejo divergência de visão da nossa neutralidade e da que foi proposta pelo governo. Outras tantas questões que não coincidem com o marco precisam ser reguladas”, diz o conselheiro Marcelo Bechara, relator da matéria. Embora elogie a iniciativa brasileira de criar uma legislação para a internet, Bechara ressalta ressentimentos da Anatel com a forma como o texto foi escrito. “A Anatel participa da concepção do conceito da neutralidade e acaba sendo colocada em segundo plano no processo.” O sentimento é derivado da redação do primeiro parágrafo do artigo 9º do texto do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que dá à Presidência o poder de regulamentar as exceções da neutralidade. “Parece que quer se regular a função do órgão regulador. Detalhamentos técnicos devem ser tratados pelo órgão regulador. Qualquer coisa que limite isso pode promover o engessamento de algo dinâmico como a internet”, critica. “O legislador cria a lei, o marco nesse caso. O governo, a partir dela, cria a diretriz de encaminhamento e a Anatel regula e fiscaliza”, diz. “Parece que está havendo uma confusão entre regulamentação de leis e regulamentação de atividades”, pondera Molon, relator da proposta do Marco Civil. Ele citou o artigo 84 da Constituição, que dá à presidente o poder de regulamentar leis. “O que se percebe é que estão querendo avançar sobre uma competência que é privativa da Presidência da República. Não é um bom caminho. Justamente para evitar este atropelo foi que explicitamos no texto que a regulamentação das exceções da neutralidade será feita por decreto.” Dificuldades. Dois pontos explicam, em boa medida, a dificuldade de fazer andar o Marco Civil da internet na Câmara: a neutralidade da rede e o armazenamento de dados dos usuários. Os provedores de conexão contestam o texto e pressionam deputados para que não deixem a proposta passar como está. As empresas de telecomunicações, que fornecem o serviço, argumentam que a neutralidade engessaria o crescimento da rede e prejudicaria os clientes que queiram utilizar serviços simples como acesso a e-mails. Contrário à neutralidade, o deputado Ricardo Izar (PSD-SP) diz que a internet é uma via congestionada de dados e as empresas devem ser autorizadas a priorizar a velocidade do cliente que comprou um produto mais caro. “Para desafogar o tráfego, as Telecoms teriam de investir em torno de R$ 250 bilhões até 2020, e quem vai pagar a conta é o consumidor que paga menos.” As pressões recaem também sobre o impedimento das empresas de guardar dados sobre a navegação. O deputado Eli Correa Filho (DEM-SP) apresentou emenda que dá aos provedores direito de armazenar os dados. A sugestão foi rejeitada. “O maior problema que inviabilizou a votação é relacionado ao papel dos provedores de conexão. O projeto proíbe que quebrem a neutralidade, violando a liberdade de escolha do usuário, e proíbe que guardem dados da nossa navegação, o que é fundamental para proteger a privacidade do internauta”, diz Molon. fonte:estadao.com.br

Lula deu 'ok' a empréstimos do mensalão e recebeu de esquema, diz Valério

Novas acusações fazem parte de depoimento prestado por empresário mineiro à Procuradoria-Geral da República em 24 de setembro, dias após ser condenado pelo STF O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza disse no depoimento prestado em setembro à Procuradoria-Geral da República que o esquema do mensalão ajudou a bancar "despesas pessoais" de Luiz Inácio Lula da Silva. Em meio a uma série de acusações, também afirmou que o ex-presidente deu "ok", em reunião dentro do Palácio do Planalto, para os empréstimos bancários que viriam a irrigar os pagamentos de deputados da base aliada. Valério ainda afirmou que Lula atuou a fim de obter dinheiro da Portugal Telecom para o PT. Disse que seus advogados são pagos pelo partido. Também deu detalhes de uma suposta ameaça de morte que teria recebido de Paulo Okamotto, ex-integrante do governo que hoje dirige o instituto do ex-presidente, além de ter relatado a montagem de uma suposta "blindagem" de petistas contra denúncias de corrupção em Santo André na gestão Celso Daniel. Por fim, acusou outros políticos de terem sido beneficiados pelo chamado valerioduto, entre eles o senador Humberto Costa (PT-PE). A existência do depoimento com novas acusações do empresário mineiro foi revelada pelo Estado em 1.º de novembro. Após ser condenado pelo Supremo como o "operador" do mensalão, Valério procurou voluntariamente a Procuradoria-Geral da República. Queria, em troca do novo depoimento e de mais informações de que ainda afirma dispor , obter proteção e redução de sua pena. A oitiva ocorreu no dia 24 de setembro em Brasília - começou às 9h30 e terminou três horas e meia depois; 13 páginas foram preenchidas com as declarações do empresário, cujos detalhes eram mantidos em segredo até agora. O Estado teve acesso à íntegra do depoimento, assinado pelo advogado do empresário, o criminalista Marcelo Leonardo, pela subprocuradora da República Cláudia Sampaio e pela procuradora da República Raquel Branquinho. Valério disse ter passado dinheiro para Lula arcar com "gastos pessoais" bem no início de 2003, quando o petista já havia assumido a Presidência. Os recursos foram depositados, segundo o empresário, na conta da empresa de segurança Caso, de propriedade do ex-assessor da Presidência Freud Godoy, uma espécie de "faz-tudo" de Lula. O operador do mensalão afirmou ter havido dois repasses, mas só especificou um deles, de aproximadamente R$ 100 mil. Ao investigar o mensalão, a CPI dos Correios detectou, em 2005, um pagamento feito pela SMPB, agência de publicidade de Valério, à empresa de Freud. O depósito foi feito, segundo dados do sigilo quebrado pela comissão, em 21 e janeiro de 2003, no valor de R$ 98.500. Segundo o depoimento de Valério, o dinheiro tinha Lula como destinatário. Não há detalhes sobre quais seriam os "gastos pessoais" do ex-presidente. Ainda segundo o depoimento de setembro, Lula deu o "ok" para que as empresas de Valério pegassem empréstimos com os bancos BMG e Rural. Segundo concluiu o Supremo, as operações foram fraudulentas e o dinheiro, usado para comprar apoio político no Congresso no primeiro mandato do petista na Presidência. No relato feito ao Ministério Público, Valério afirmou que no início de 2003 se reuniu com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o tesoureiro do PT à época, Delúbio Soares, no segundo andar do Palácio do Planalto, numa sala que ele descreveu como "ampla" que servia para "reuniões" e, às vezes, "para refeições". Ao longo dessa reunião, Dirceu teria afirmado que Delúbio, quando negociava com Valério, falava em seu nome e em nome de Lula. E acertaram, ainda segundo Valério, os empréstimos. Nessa primeira etapa, Dirceu teria autorizado o empresário a pegar até R$ 10 milhões emprestados. Terminada a reunião, contou Valério, os três subiram por uma escada que levava ao gabinete de Lula. Lá, na presença do presidente, passaram três minutos. O empresário contou que o acerto firmado minutos antes foi relatado a Lula, que teria dito "ok". Dias depois, Valério relatou ter procurado José Roberto Salgado, dirigente do Banco Rural, para falar do assunto. Disse nessa conversa que Dirceu, seguindo orientação de Lula, havia garantido que o empréstimo seria honrado. A operação foi feita. Valério conta no depoimento que, esgotado o limite de R$ 10 milhões, uma nova reunião foi marcada no Palácio do Planalto. Dirceu o teria autorizado a pegar mais R$ 12 milhões emprestados. Portugal Telecom. Em outro episódio avaliado pelo STF, Lula foi novamente colocado como protagonista por Valério. Segundo o empresário, o ex-presidente negociou com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, o repasse de recursos para o PT. Segundo Valério, Lula e o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reuniram-se com Miguel Horta no Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria R$ 7 milhões para o PT. O dinheiro, conforme Valério, entrou pelas contas de publicitários que prestaram serviços para campanhas petistas. As negociações com a Portugal Telecom estariam por trás da viagem feita em 2005 a Portugal por Valério, seu ex-advogado Rogério Tolentino, e o ex-secretário do PTB Emerson Palmieri. Segundo o presidente do PTB, Roberto Jefferson, Dirceu havia incumbido Valério de ir a Portugal para negociar a doação de recursos da Portugal Telecom para o PT e o PTB. Essa missão e os depoimentos de Jefferson e Palmieri foram usados para comprovar o envolvimento de José Dirceu no mensalão. fonte:estadao.com.br

Polêmica – APUCARANA: “Beto Preto em entrevista a Rádio Nova Era”

A Rádio Nova Era vai encerrando sua série de entrevistas com os eleitos, e ao entrevistar o Prefeito de Apucarana ele não mediu palavras, e chegou a chamar de "quadrilha" o grupo que há 12 anos está no poder
Beto Preto, PT, é o candidato, que ao lado do vice, o jovem político de sucesso Junior da Femac, tirou de Apucarana um poder que governava a cidade há 12 anos. Numa entrevista a Rádio Nova Era, e Blog do Berimbau, o Prefeito eleito não economiza palavras ao falar da atual gestão: “Uma quadrilha tomou posse da prefeitura de Apucarana e agora, desalojada pelo povo, tenta sumir com documentações”. A entrevista levada ao ar nesta segunda-feira, 10 de dezembro, gerou polêmica nos bastidores da Política em Apucarana, o atual prefeito João Carlos, não gostou e fala até em processo. Segundo o Assessor de Imprensa da Prefeitura, Camargo, a assessoria jurídica analisa o conteúdo das afirmações, mas que de qualquer forma, o Prefeito nega e taxa a atitude de leviana. Já Beto Preto, não ficou por ai, e fez outras afirmações; segundo ele, durante os últimos anos, se doava prédios sem passar pela câmara, sete anos sem pagar água, se escondia documentos. Eles chegou a relatar um episódio que sua equipe supostamente flagrou, que foram pessoas deixando o prédio da prefeitura com caixas de documentos. “Esconder o que, isso é o que queremos saber e revelar?” Disse Beto Preto. Ele também comentou a onda de escândalos, e disse que no seu governo haverá total transparência, ou seja, cada cheque que for emitido, haverá uma prestação de contas numa espécie de portal da transparência, para que o povo possa acompanhar e vereadores fiscalizar. Os detalhes da entrevista, para quem não ouviu pela Rádio Nova Era, que vai praticamente encerrando com esta, um rol de “bate papo” com todos os eleitos do Vale do Ivaí e região Central do Paraná, está no link de vídeo a esquerda. Lembramos que no dia 07 de outubro, o resultado anunciado pela Justiça Eleitoral, foi o seguinte: Beto Preto com 44,71%, ou 31.647 votos; o atual prefeito João Carlos, do PMDB com 28,96% (20.499 votos); Sérgio do Cristma, do PSDB com 19,76% (13.990 votos); Lucimar Scarpelini, do PP, teve 5,71% (4.042 votos) e por fim, Diadosk, do PSOL, que teve 0,86%, um total de 611 votos. Na entrevista. Confira os vereadores eleitos: Alcides Ramos DEM- 2.613 (3,71%); Telma Reis PMDB- 2.092 (2,97%); Vladimir do Jardim Ponta Gross PDT- 1.960 (2,78%); Magalhaes PT- 1.913 (2,71%); Deco PR- 1.905 (2,70%); Aurita PT- 1.903 (2,70%); Mauro Bertoli PTB- 1.903 (2,70%); Gilberto do Trânsito PMN- 1.492 (2,12%); Antoniassi PSDB- 1.411 (2,00%); Ananias PSDB- 1.040 (1,47%); e Prof. Molina PMDB- 892 (1,27% fonte:blog do berimbau

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ilsinho deverá ser presidente da Câmara de Ivaiporã

O vereador mais votado, Ilson Donizete Gagliano (Ilsinho/PP), que obteve 1.525 votos, deverá ser o presidente da Câmara de Vereadores de Ivaiporã, para o biênio 2013/2014. Pelo menos esse foi o compromisso que outros 4 vereadores assumiram com ele, durante visita ao Paraná Centro. Irão compor a chapa “União por Ivaiporã”, Fernando Dorta (PHS), vice-presidente; Eder Lopes Bueno (PHS), 1º secretário; e Fábio Moraes (PSDB), 2º secretário. O vereador Sebastião Bonfim Matos (Bunitinho/PT) também protocolou a intenção em votar na chapa, que deve ser protocolada na Câmara de Ivaiporã, nesta segunda-feira, dia 10 de dezembro. Os cinco também fizeram questão de registrar o compromisso em cartório. O regimento interno da Câmara de Ivaiporã impede que o mesmo vereador participe de duas chapas concorrentes, valendo sempre aquela a qual ele foi inscrito inicialmente. Com cinco votos, Gagliano garante a maioria para se tornar presidente da Câmara, a partir da posse em 1º de janeiro. Os cinco vereadores visitaram o semanário, na sexta-feira, dia 7 de dezembro, onde reforçaram o compromisso de união durante o período em que irão comandar o Legislativo de Ivaiporã. Em entrevista, Gagliano disse que não teve trabalho para montar a chapa, uma vez que está firmada em ideias que foram comuns entre eles. Além disso, lembrou que o futuro prefeito Carlos Gil (PMDB) tem demonstrado um grande interesse em melhorar a cidade. “Não podemos mais ter um prefeito apenas de tapa-buraco e de folha de pagamento. Precisamos de algo mais”, defendeu Gagliano, comentando que o objetivo é trabalhar em grupo e agradecendo a confiança daqueles que o apoiam. Ele garantiu que a população pode esperar dele e do grupo o cumprimento dos compromissos assumidos. Afinal, o papel do vereador é legislar e fiscalizar. “Não pretendemos ser os melhores vereadores de Ivaiporã. Mas podem ter certeza que não estaremos na lista dos piores”, afirmou. fonte:paranacentro.com.br

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

OSCAR NIEMEYER

Oscar Niemeyer, expoente internacional da arquitetura moderna, morre aos 104
O arquiteto Oscar Niemeyer, ícone da arquitetura moderna e um dos brasileiros mais reconhecidos no mundo, morreu nesta quarta-feira (5), aos 104 anos. Ele estava internado há 33 dias no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, por causa de uma infecção urinária. Ele também teve uma infecção respiratória e respirava com a ajuda de aparelhos. Niemeyer foi um dos principais expoentes da arquitetura moderna e projetou o Brasil internacionalmente. O carioca ganhou reconhecimento a partir da exploração das possibilidades plásticas e construtivas do concreto armado, produzindo obras grandiosas e inventivas, marcadas pelo abuso de curvas em detrimento das linhas e ângulos retos. Suas obras --prédios públicos e privados, monumentos, esculturas e igrejas-- marcam a paisagem das principais cidades brasileiras e espalham-se por vários países do mundo, como Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Itália, Argélia, Israel e Cuba, entre outros. Niemeyer projetou grande parte das obras de Brasília, entre elas a praça dos Três Poderes, os prédios do Congresso Nacional, do STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto. Em São Paulo, projetou o Memorial da América Latina, o edifício Copan e as construções do Parque do Ibirapuera; no Rio, concebeu o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e a Marquês de Sapucaí; em Belo Horizonte, projetou todo o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Gostava de desenhar, e o desenho levou-me à arquitetura. Lembro-me que ficava com o dedo no ar desenhando. Minha mãe perguntava: 'o que está fazendo menino?' 'Desenhando', respondia com a maior naturalidade. O arquiteto desenhou também esculturas e mobílias, escreveu livros e, depois do centenário, lançou até um disco de samba. Marxista convicto, militou no PCB (Partido Comunista Brasileiro) durante várias décadas, mudou-se para a França durante a ditadura militar e manteve amizade com Luís Carlos Prestes e Fidel Castro. Juventude e começo da carreira Niemeyer nasce em 15 de dezembro de 1907 no Rio, filho de Oscar Niemeyer Soares e Delfina Ribeiro da Almeida. Sua família tinha ascendência portuguesa, árabe e alemã. Cresceu no bairro de Laranjeiras, onde se casou com Annita Baldo em 1928. Em 1929, iniciou os estudos na Escola Nacional de Belas Artes, dirigida pelo também arquiteto Lucio Costa, com quem Niemeyer começou a trabalhar em 1932. “Gostava de desenhar, e o desenho levou-me à arquitetura. Lembro-me que ficava com o dedo no ar desenhando. Minha mãe perguntava: 'o que está fazendo menino?' 'Desenhando', respondia com a maior naturalidade. Realmente, fazia formas no espaço, formas que guardava de memória, corrigia e ampliava, como se as tivesse mesmo a desenhar”, afirmou o arquiteto, em declaração publicada na página do Instituto Oscar Niemeyer. Em 1934, obteve diploma de engenheiro e arquiteto. Dois anos depois, conheceu o arquiteto modernista Le Corbusier. A obra do francês o influenciou de forma decisiva. Viajou aos Estados Unidos em 1938 e elaborou o projeto do Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Em 1945, ingressou no PCB e iniciou sua amizade com Prestes, a quem na velhice ajudaria a sustentar. "Fui sempre um revoltado. Da família católica eu esquecera os velhos preconceitos, e o mundo parecia-me injusto, inaceitável. A miséria a se multiplicar como se fosse coisa natural e aceitável. Entrei para o Partido Comunista abraçado pelo pensamento de Marx." Regressou a Nova York em 1947, onde participou, ao lado de arquitetos do mundo todo, do projeto da sede da ONU (Organização das Nações Unidas). Em 1950, foi publicada a obra “The Work of Oscar Niemeyer” (“O Trabalho de Oscar Niemeyer”), do arquiteto e historiador grego Stamo Papadaki, que ajudou a divulgar o arquitetura de Niemeyer no exterior. Fui sempre um revoltado. Da família católica eu esquecera os velhos preconceitos, e o mundo parecia-me injusto, inaceitável. A miséria a se multiplicar como se fosse coisa natural e aceitável. Entrei para o Partido Comunista abraçado pelo pensamento de Marx Em 1954, fez sua primeira viagem à Europa, onde conheceu França, Itália, Alemanha, República Tcheca e a União Soviética. No ano seguinte, fundou a revista "Módulo", que circulou, em edições mensais, até 1965, quando sua publicação foi interrompida pelo governo militar –a revista foi retomada em 1975 e editada até 1987. Brasília e golpe militar Em 1956, Niemeyer foi convidado pelo presidente e amigo Juscelino Kubitschek para projetar a nova capital do país e organizar o concurso para a escolha do plano piloto, vencido por Lucio Costa. Dois anos depois, Niemeyer mudou-se para Brasília. “E ali ficamos durante vários anos. Longe de tudo. Cobertos dessa poeira vermelha que durante os períodos de seca se incrustava na pele e, na estação das chuvas, paralisados pelas águas torrenciais que caíam sem controle sobre essa terra sem defesa.” Em 1962, foi nomeado coordenador da Escola de Arquitetura da recém-fundada UnB (Universidade de Brasília), após convite do reitor Darcy Ribeiro. No ano seguinte, ganhou o Prêmio Lênin da Paz, concedido pela União Soviética. Em 1964, quando estava em Lisboa, recebeu a notícia do golpe que instaurou a ditadura militar. Retornou ao país no final do ano, após passagem por Israel. “Levei um grande susto com a notícia do golpe. Durante três dias, não descolava o ouvido do rádio, na expectativa de uma boa notícia qualquer. Nada se passava e nós estávamos aflitos, temendo um novo período de opressão e obscurantismo. Foi em abril de 1964”, recordou Niemeyer. Em 1965, demitiu-se da UnB assim como outros 200 professores, em protesto contra a influência militar na universidade. Na época, a sede da revista "Módulo" foi parcialmente destruída, e o escritório de Niemeyer, saqueado. Vida no exterior No ano seguinte, Niemeyer viajou a Paris para acompanhar exposição da sua obra no Museu do Louvre. Dois anos depois, impedido de trabalhar no Brasil e depois de os militares embargarem seu projeto para o aeroporto de Brasília, mudou-se para a capital francesa. Em 1968, mudou-se para a Argélia para dedicar-se a vários projetos, a convite do presidente do Conselho Revolucionário Argelino, Houari Boumediène, líder da independência do país. Quatro anos depois, Niemeyer voltou a Paris, abrindo um escritório na famosa avenida Champs-Élysées. No ano de 1975, publicou, em Milão, na Itália, seu primeiro livro (“Oscar Niemeyer”), que traz uma retrospectiva de sua obra e trajetória. Em 1978, de volta ao Brasil, participou da fundação e foi eleito presidente do Cebrade (Centro Brasil Democrático). Em 1988, recebeu o Prêmio Pritzker de arquitetura, e, no ano seguinte, foi condecorado na Espanha com o prêmio Príncipe de Astúrias. Levei um grande susto com a notícia do golpe [militar no Brasil]. Durante três dias, não descolava o ouvido do rádio, na expectativa de uma boa notícia qualquer. Nada se passava e nós estávamos aflitos, temendo um novo período de opressão e obscurantismo. Foi em abril de 1964 Na década de 90, Niemeyer foi premiado com a medalha do Colégio de Arquitetos de Catalunha (em 90), com o Prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza (em 96) e com a tradicional Royal Gold Medal (em 98), concedida pelo Instituto Real dos Arquitetos Britânicos. No mesmo ano, publicou um livro de memórias: “As Curvas do Tempo”. Em 1999, lançou sua primeira obra de ficção, “Diante do Nada”. Últimos anos A mulher do arquiteto, Annita, morreu em 2004; dois anos depois, Niemeyer casou-se com Vera Lúcia, que era sua secretária. Em 2007, ao completar cem anos de idade, Niemeyer recebeu diversas homenagens e foi tema de muitas exposições e eventos. No ano seguinte, fundou no Rio a revista “Nosso Caminho”. Dois anos depois, aventurou-se no mundo da música, com o disco de samba de raiz “Tranquilo com a Vida”, gravado em parceria com seu enfermeiro Caio Almeida e com o músico Edu Krieger. Também em 2008 foi inaugurada uma escultura do brasileiro em homenagem ao povo cubano na Universidade de Ciências Informáticas de Havana; um presente de Niemeyer ao líder Fidel Castro. Em 25 de março de 2011 foi inaugurado em Avilés, na Espanha, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, mas o espaço foi fechado nove meses depois, por determinação do governador da província. O fechamento irritou Niemeyer e provocou protestos na cidade. No dia 8 de fevereiro de 2012, em sua última grande aparição em público, o arquiteto acompanhou a inauguração do sambódromo do Rio, que havia passado por reformas de ampliação e adequação da obra ao projeto original. Na ocasião, Niemeyer foi aplaudido por operários da obra e agradeceu: "Estou muito feliz. Essa obra não é só minha, é do grupo que trabalha comigo. Estou muito contente e entusiasmado em ver um trabalho como esse, que foi feito para alegrar o povo." Niemeyer deixa uma filha netos, bisnetos e trinetos. Sua filha, Anna Maria, morreu em junho, aos 82 anos, por complicações decorrentes de um enfisema pulmonar.

Cassada – CAMBIRA: “Prefeita Neusa Bellini perde o mandato”

A Prefeita Neusa Bellini, foi cassada pela Comarca de Apucarana, a sentença foi anunciada na terça-feira, 04 de dezembro, e determina que Neusa e nem o seu vice Manoel Luis Nocchi, não sejam empossados no próximo dia 01 de janeiro. A acusação é de abuso de poder econômico, por causa da distribuição de combustível. Consta nos autos, que a coligação que reelegeu Bellini tinha no máximo 80 veículos declarados como contratados ou colaboradores, mas, mas numa busca e apreensão feita num posto da cidade, foram encontrados 707 vales de combustível, e que cerca de quase 600 veículos foram abastecidos com 14.500 litros. A sentença determina a perda do mandato, estabelece multa e torna os eleitos inelegíveis por oito anos. Pela decisão da Juíza Eleitoral Renata Maria Fernandes Sassi, não assumiria o segundo colocado, e sim, um novo pleito deverá ser realizado, inclusive Neusa poderá ser acionada para pagar as custas da eleição. Por telefone, o a Rádio Nova Era, falou com a Prefeita e com o esposo da Prefeita Sidnei Bellini. “Nós vamos recorrer da decisão, estamos tranquilos e de cabeça erguida por que temos certeza que não comentemos crimes eleitorais, ou nem um ato que pudesse mudar o resultado das urnas; Neusa foi reeleita graças ao grande trabalho que fizemos durante estes quatro anos. Em relação aos combustíveis, tudo foi declarado e acreditamos em Curitiba, possamos esclarecer isto” Disse Sidnei Bellini. Na cidade, o clima é de comemoração por parte da oposição, que desde sexta-feira da semana passada, pregava que a cassação de mandato era uma certeza. Vale ressaltar, que no Vale do Ivaí, outro prefeito Celso Antonio Barbosa, o “Magrelo” também foi cassado em Lidianópolis e recorre da decisão.

Trágico - IVAIPORÃ: “Morte no trânsito”

(IMAGENS DE: Euzebio Eudoxio Sabino, para Blog do Berimbau) “Motociclista morre em acidente após bater com caminhoneta de Arapuã”
Na rodovia PR 466, em Ivaiporã, proximidades do antigo Parque de Exposições, em frente a Coamo, houve uma colisão às 17h30min. A batida envolveu uma Motocicleta Honda CG 125 placa ALE-2625 de Ivaiporã, conduzida por Rafael de Souza, 20 anos, que mora nas proximidades da Rodovia; e bateu com uma Camionete Ford Ranger, placas KEL-8349 de Arapuã, conduzida por Daniel Cruzetta, 62 anos. Com o impacto frontal, o motoqueiro faleceu na hora. Ele caiu no asfalto com ferimentos grave na cabeça, e um corte profundo no fêmur. As causas do acidente são apuradas, mas segundo a Polícia Rodoviária, alguém cruzou a pista contrária. A vítima morava em um sítio, bem próximo de onde a batida ocorreu. fonte:blog do berimbau

sábado, 1 de dezembro de 2012

Instituto RG mostra Richa na frente

O Instituto Ricieri Garbelii, conhecido como Datapicler, o que mais acertou nas eleições deste ano, realizou pesquisa em Ponta Grossa sobre a disputa do governo em 2014. Beto Richa aparece na frente e com a menor rejeição no confronto com Gleisi Hoffmann, Osmar Dias e Requião. Veja os resultados: SE FOSSEM ESSES OS CANDIDATOS, QUEM O (A) SR. (A) VOTARIA PARA GOVERNADOR? BETO RICHA 31,17% GLEISI HOFFMANN 28,17% OSMAR DIAS 17,33% ROBERTO REQUIÃO 16,33% NÃO SABE 7,00% SE FOSSEM ESSES OS CANDIDATOS, EM QUEM O (A) SR. (A) NÃO VOTARIA PARA GOVERNADOR? ROBERTO REQUIÃO 39,67% NÃO SABE 18,33% GLEISI HOFFMANN 17,17% OSMAR DIAS 16,33% BETO RICHA 8,50% Para a realização da pesquisa foram entrevistados 600 eleitores. O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas pessoais entre os dias 27 e 28 de Novembro, sendo acompanhadas 100% das entrevistas. A amostra atingiu proporcionalmente toda a extensão dos bairros com um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 4,0%. fonte:www.fabiocampana.com.br